Cimples Ocio e futebol - o blog é devido à relação do prazer da prática e curiosidade como arte e entretenimento do esporte e sua ligação com a música brasileira. No espaço em alguns eventos temos a visita regular de atletas - esta quimica instigou a divulgação de histórias e personagens com foco no talento e na arte.
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segunda-feira, 19 de abril de 2010
O futebol segundo Nelson Rodrigues
Andei dando uma olhada nos blogs e sites buscando a relação de Nelson Rodrigues com o futebol. Vamos lá:
ALGUMAS FRASES DE NELSON RODRIGUES
- Sempre digo, nas minhas crônicas, que a arbitragem normal e honesta confere às partidas um tédio profundo, uma mediocridade irremediável.
- Não há bola no mundo que seja indiferente a Zizinho.
- A humilhação de 50, jamais cicatrizada, ainda pinga sangue. Todo escrete tem sua fera. Naquela ocasião, a fera estava do outro lado e chamava-se Obdulio Varela.
- Djalma Santos põe, no seu arremesso lateral, toda a paixão de um Cristo negro.
- Muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida. Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos.
- Eis a verdade: – o juiz ladrão revolve, no time prejudicado e respectiva torcida, esse fundo de crueldade, de insânia, de ódio que existe, adormecido, no mais íntegro dos seres. O mínimo que nos ocorre é beber-lhe o sangue.
- Um jogador rigorosamente brasileiro, brasileiro da cabeça aos sapatos. Tinha a fantasia, a improvisação, a molecagem, a sensualidade do nosso craque típico. (Sobre Leonidas da Silva).
- Não me venham falar em Di Stéfano, em Puskas, em Sivori, em Suárez. Eis a singela e casta verdade: não chegam aos pés de Pelé. Quando muito, podem engraxar-lhe os sapatos, escovar-lhe o manto.
- Um time que tem Pelé é tricampeão nato e hereditário.
- O futebol é passional porque é jogado pelo pobre ser humano.
- Em futebol , o pior cego é o que só vê a bola.
- A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakesperiana.
- Às vezes, num córner bem ou mal batido, há um toque evidentíssimo do sobrenatural”,
- Um Garrincha transcende todos os padrões de julgamento. Estou certo de que o próprio Juízo Final há de sentir-se incompetente para opinar sobre o nosso Mané.
- Eu digo: não há no Brasil, não há no mundo ninguém tão terno, ninguém tão passarinho como o Mané.
- Nossa literatura ignora o futebol -e repito : nossos escritores não sabem cobrar um reles lateral.
- O que procuramos no futebol é o drama, é a tragédia, é o horror, é acompaixão. E o lindo, o sublime na vitória do Santos é que atrás dela há o homem brasileiro, com o seu peito largo, lustroso, homérico.
- Hoje vou fazer do escrete o meu numeroso personagem da semana. Os jogadores já partiram e o Brasil vacila entre o pessimismo mais obtuso e a esperança mais frenética. Nas esquinas, nos botecos, por toda parte, há quem esbraveje: - "O Brasil não vai nem se classificar!". E, aqui, eu pergunto: - não será esta atitude negativa o disfarce de um otimismo inconfesso e envergonhado?
(da cronica "Complexo de vira-latas" - ida da seleção para a Suecia em 1958)
Biografia: (clique)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Rodrigues
- estudo sobre as cronicas de futebol:
http://74.125.113.132/search?q=cache:qsyo4JgYg70J:www.letras.ufmg.br/poslit/08_publicacoes_pgs/Em%2520Tese%252002/Marcelino%2520Rodigues%2520da%2520Silva.pdf+futebol+e+nelson+rodrigues&cd=10&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br
fontes:
- http://blog.soccerlogos.com.br/2008/08/04/um-pouco-de-nelson-rodrigues-no-futebol/
- wikipedia.org
- http://educaterra.terra.com.br/literatura/litcont/2004/01/08/000.htm
- http://www.jorwiki.usp.br/
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Nelson Rodrigues
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Gols - Dario, Dadá Maravilha
Terceiro maior artilheiro do futebol profissional brasileiro - somente fazendo menos gols que Pelé e Romario. Frases:
“A lei do menor esforço é usar a inteligência”
“Deus é o ser supremo, Dadá é a dádiva”
“Não existe gol feio, feio é não fazer gol”
“Nunca aprendi a jogar futebol pois perdi muito tempo fazendo gols”
“Chuto tão mal que, no dia em que eu fizer um gol de fora da área, o goleiro tem que ser eliminado do futebol.”
“Somente três coisas param no ar: o beija-flor, o helicóptero e o Dadá” .
“Dadá não é eterno. Sua história será eterna”.
“Artilheiro são outros, eu não sou artilheiro, sou uma máquina de fazer gols”.
Garrincha, Pelé e Dadá têm que ser curriculum escolar” .
"Para cada problemática, eu tenho uma solucionática".
“Com Dadá em campo, não tem placar em branco”
“Há três poderes na Terra: Deus no céu, o Papa no Vaticano e Dadá na grande área”
“O gol é o orgasmo do futebol” .
“Se minha estrela não brilhar, eu passo lustrador”.
“Não existe gol feio, feio é não marcar gols”
“A área é o habitat natural do goleador, nela ele está protegido pela constituição, se for derrubado é pênalti”.
“Num time de futebol existe nove posições e duas profissões: o goleiro e o centroavante”.
“Bola, flor e mulher, só com carinho”.
"Baseado no que Romário ganha, se eu jogasse hoje, meu salário seria uns R$ 700 mil."
Sobre Dario, por Roberto Drummond - jornalista e escritor:
“Dario sempre foi a presença do sobrenatural e do mágico em campo. Ele fazia gols com a naturalidade de um beija-flor voando e ele jura que parava no ar como um beija-flor antes de cabecear a bola para o fundo das redes. Ele diz e eu testemunho e dou fé: Dario não é mesmo desse mundo. Eu suspeito que foi Deus quem o enviou como anjo de chuteiras para alegrar a alma dos homens”
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dario_Jos%C3%A9_dos_Santos
fonte foto e link - wikipedia:
inspirado por: http://artedofutebol.wordpress.com/
- 1971 - gol - Atletico Mineiro x Botafogo
http://www.youtube.com/watch?v=WUz47N9Devg
"Dario José dos Santos, o Dadá Maravilha, é autor do gol mais importante da história do Atlético, na vitória de 1 a 0 sobre o Botafogo, no dia 9 de dezembro, em 1971, que deu ao clube o primeiro título Brasileiro."
- fonte: materia http://www.alterosa.combr/
- campeao 1976 - Internacional x Corinthians
http://www.youtube.com/watch?v=uSa5cvPv9gE
- entrevista Jo Soares:
http://www.youtube.com/watch?v=bn9llTWwdQ8
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Futebol - habilidade, tecnica e criatividade - Ademir da Guia
Serie jogadores habilidosos: Ademir da Guia
http://www.youtube.com/watch?v=wAb6j-5vhoA
historia (wikipedia):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ademir_da_Guia
Filme:
http://www.youtube.com/watch?v=wHuZwEWL9FYhttp://www.youtube.com/watch?v=wAb6j-5vhoA
historia (wikipedia):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ademir_da_Guia
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Futebol - habilidade, tecnica e criatividade: Djalminha
Serie jogadores habilidosos: Djalminha
http://www.youtube.com/watch?v=wCNvUHtHIbo
http://www.youtube.com/watch?v=4XdoS1PzGKA
http://www.youtube.com/watch?v=SiK0MSw6ey4
no Palmeiras - 1996:
http://www.youtube.com/watch?v=sIvrJ2ytsTo
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Futebol - habilidade, tecnica e criatividade - Rivelino
Serie jogadores habilidosos: RIVELINO
- Fluminense x vasco - 1975
http://www.youtube.com/watch?v=SMXn5hpxaxE
- gols e jogadas no fluminense
http://www.youtube.com/watch?v=POe3VEjDNnI
http://www.youtube.com/watch?v=xPgBEoKYIjg
-coletanea:
http://www.youtube.com/watch?v=9GMFAf9ISQ8
Maradona:
http://www.youtube.com/watch?v=miQVRIx6cSk
- Fluminense x vasco - 1975
http://www.youtube.com/watch?v=SMXn5hpxaxE
- gols e jogadas no fluminense
http://www.youtube.com/watch?v=POe3VEjDNnI
http://www.youtube.com/watch?v=xPgBEoKYIjg
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Futebol - habilidade, tecnica e criatividade
Serie jogadores habilidosos. Ronaldo - dribles e velocidade.
Apenas para relembrar alguns bons lances, escolhi alguns videos no you tube.
Hoje são tão poucos os bons momentos, que ate nossas peladas sofrem influencias deste esporte cada vez mais robotizado.
Ando injuriado com nosso futebol de tres zagueiros e quatro volantes limitados, comissões tecnicas que aceitam as teorias de dirigentes que não sabem nada da relaçao futebol-entretenimento e desrepeitam o público continuamente e a tradição do futebol.
Ronaldo:
http://www.youtube.com/watch?v=sBe2lZ3Y2u4
http://www.youtube.com/watch?v=w66ratBnUd4
http://www.youtube.com/watch?v=rOXFy7d8HeI
http://www.youtube.com/watch?v=WEUuiIhBtPc
http://www.youtube.com/watch?v=TBbZegz17Qs
- FOTO/FONTE: WWW.ESPBR.COM
- resumo de sua história no Wikipedia:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ronaldo_Lu%C3%ADs_Naz%C3%A1rio_de_Lima
Apenas para relembrar alguns bons lances, escolhi alguns videos no you tube.
Hoje são tão poucos os bons momentos, que ate nossas peladas sofrem influencias deste esporte cada vez mais robotizado.
Ando injuriado com nosso futebol de tres zagueiros e quatro volantes limitados, comissões tecnicas que aceitam as teorias de dirigentes que não sabem nada da relaçao futebol-entretenimento e desrepeitam o público continuamente e a tradição do futebol.
Ronaldo:
http://www.youtube.com/watch?v=sBe2lZ3Y2u4
http://www.youtube.com/watch?v=w66ratBnUd4
http://www.youtube.com/watch?v=rOXFy7d8HeI
http://www.youtube.com/watch?v=WEUuiIhBtPc
http://www.youtube.com/watch?v=TBbZegz17Qs
- FOTO/FONTE: WWW.ESPBR.COM
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quinta-feira, 4 de março de 2010
Barbosa - 1950 - Maracanã
Veja este curta, triste e histórico:
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=150&Exib=1
fonte: Curtas Petrobras
http://portacurtas.org.br/
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?cod=150&Exib=1
fonte: Curtas Petrobras
http://portacurtas.org.br/
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Helenicos - email do Fernando
Fala Anildo,
Cara muito bacana seu blog, legal ver as estórias dos nossos ex-atletas.
Quando quiser alguma informação dos ex-jogadores do Coxa é só entrar em contato, faço parte dos Helênicos e no que puder te ajudar estou a disposição
Abraços
Fernando Cabral
fernando@historiadocoritiba.com.br
Cara muito bacana seu blog, legal ver as estórias dos nossos ex-atletas.
Quando quiser alguma informação dos ex-jogadores do Coxa é só entrar em contato, faço parte dos Helênicos e no que puder te ajudar estou a disposição
Abraços
Fernando Cabral
fernando@historiadocoritiba.com.br
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Futebol e arte - Dener
Quisera eu que o futebol nosso de cada dia tivesse menos volantes e mais meias habilidosos. Mas ai teriamos que extinguir o cargo de treinador, ao inves de um diretor de futebol, um diretor artistico, etc, etc ...
Um pouco da arte do Dener:
http://www.youtube.com/watch?v=EQ1Jf1XBz7g
seu breve histórico: (fonte: wikipedia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dener_Augusto_de_Sousa
http://www.youtube.com/watch?v=W0D7EzR_GEA
http://www.youtube.com/watch?v=nW7nmB4-_8M
Um pouco da arte do Dener:
http://www.youtube.com/watch?v=EQ1Jf1XBz7g
seu breve histórico: (fonte: wikipedia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dener_Augusto_de_Sousa
http://www.youtube.com/watch?v=W0D7EzR_GEA
http://www.youtube.com/watch?v=nW7nmB4-_8M
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Brasil 1982 - um dos melhores resultados da historia do futebol
Para quem realmente gosta de futebol/futebol.
Quem falou ou imaginou que perdemos em 1982? - resultado mesmo de futebol esta abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=zZxvYy5-ekI
- dica do Salvador Falcão.
Quem falou ou imaginou que perdemos em 1982? - resultado mesmo de futebol esta abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=zZxvYy5-ekI
- dica do Salvador Falcão.
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
canal 100
Estou um montando um video (youtube) e acabei achando esta entrevista. Curtam:
Canal 100 - Enferrujado, futebol-arte tenta vencer o tempo
11/06/2007 - 16:48
Entrevista com o conselheiro rubro-negro Alexandre Niemeyer, dono do Canal 100, transcrito do jornal O Globo
Com 70 mil minutos de imagens de Pelé a Romário, Canal 100 busca preservação e novo caminho na internet
Pedro Motta Gueiros
O Globo
O nome do cinejornal multiplicado pelo número da camisa de Pelé é igual à marca atingida por Romário. Nos 30 anos que separaram o nascimento de dois artilheiros dos mil gols, o Maracanã foi palco de um futebol de cinema. As primeiras imagens do Canal 100 foram captadas em 1957 junto com os passos daquele rapaz que logo ganharia topete de rei e sucessores a desfilar na cadência do samba de Luís Bandeira. Além do apogeu do futebol nacional, as câmeras de Carlinhos Niemeyer acompanharam a Era Zico e o despertar de Romário. Em 1986, foram desligadas como se mais beleza não pudessem captar. Hoje, o futebol-arte e o acervo de 70 mil minutos pedem socorro, mas basta um clique para o passado voltar em tempo real.
- Estamos exibindo filmes antigos e novas imagens para atrair os jovem e as atenções para a necessidade de restaurar o acervo - disse o herdeiro Alexandre Niemeyer, que se dedica à preservação ao mesmo tempo em que aponta a lente para o futuro no www.canal00.com.br.
Narração de Cid Moreira e estética do Cinema Novo
Nascido no mesmo ano do canal, a vida de Alexandre está misturada às quase 10 mil latas de filme. Na infância, em vez de ferrugem e do mofo que hoje se acumulam, os filmes exalavam o frescor das novidades. Num tempo em que o jornalismo na TV ainda era incipiente, por força de lei o cinema apresentava uma revista semanal de 10 minutos. Nos últimos quatro, a tela grande e o plano fechado agigantavam os ídolos e as emoções do Maracanã. Com a locução de Cid Moreira, e os tambores repicando vendo a rede balançar, o cinema era um canal em que beleza do jogo se multiplicava centenas de vezes.
- Aquilo veio do Cinema Novo, da estética do documentário. - disse, Alexandre, lembrando que o pai trabalhou com Nelson Pereira dos Santos em "Garrincha, Alegria do Povo", antes de pôr a câmera e os conceitos do canal nas mãos e na cabeça de Francisco Torturra. - Ele deu segmento à magia. Fotograficamente, o barato é que não havia placa de publicidade. A lente pegava só jogador e torcida.
O coração registrava muito mais. Suas recordações vêm dos tempos em que crianças podiam correr pelas ruas e o futebol no cinema era a maior diversão. Toda a sexta-feira, Alexandre saía da escola em Botafogo com um bando de amigos rumo à produtora na vizinhança para ver a edição que entraria no circuito. Hoje, ainda está acompanhado na missão de fazer os jovens correrem em busca das novidades. Com a restauração de outros arquivos na bagagem, seu sócio Luís Carlos de Oliveira é um descobridor de tesouros:
- Os donos não têm o direito de esconder os acervos, fazem parte da nossa cultura.
Longe dos cinemas desde uma mostra nos anos 90, o Canal 100 está mais perto da natureza. Numa montanha à beira-mar, a casa tem portas abertas para o passado. Quem chega de carro é acompanhado por dóceis labradores até que os latidos de um rotweiller no desembarque avisa que o local inspira cuidados. Escondidos numa bolha verde de Mata Atlântica, os melhores momentos do Maracanã repousam ali, enquanto desumidificadores trabalham sem parar.
O refúgio de Niemeyer tem ares de sítio. Rural e arqueológico, capaz de oferecer novas leituras da história. Para cada edição do Canal 100, há uma sobra de 50 minutos de futebol. As velhas novidades estão em latas de filmes, que desenrolados seriam capaz de unir os 2 mil km entre o Rio de Janeiro e Garanhuns, a cidade do presidente Lula. Na falta da mesma ligação com o governo, como nos tempos em que Getúlio Vargas legislou pela obrigatoriedade da produção nacional nos cinemas, resta o interesse público em torno do acervo.
O programa já tem 10% de seu acervo digitalizado. Além de futebol, há Fórmula-1, eventos sociais e desfiles de misses que somam 100 mil minutos. Cada hora do processo, que transforma cinema em vídeo, custa R$600. A solução precisa ser global. O público, com internautas até na Coréia, e Alexandre esperam pela aprovação de proposta de financiamento para restaurar o material mais ameaçada, de 1958 a 1964.
- Hoje, há salvação para tudo no cinema - afirmou.
Desde o milésimo gol de Pelé ao primeiro de Romário numa final, o passado está a salvo. Zico era uma franzina promessa quando foi filmado pela primeira vez ao chegar à Gávea:
- Fizemos o primeiro jogo dele, com a camisa sete - lembrou Niemeyer, saudoso do cinejornal, dos melhores momentos do seu Flamengo e do pai, morto em 1999, aos 72 anos.
- Aqui, eu volto àquela época - disse, em meio às latas.
Canal 100 esteve em quatro Copas e fez dois longas.
Em 1963, viu seu primeiro jogo, um Fla-Flu no Maracanã. Eram os momentos mais delirantes do Canal 100 e do futebol brasileiro. Em 1969, Carlinhos conseguiu autorização para sobrevoar internamente o anel do Maracanã num helicóptero para filmar os 183.341 torcedores que quebraram o recorde de público no 1 a 0 sobre o Paraguai, que classificou o Brasil para a Copa do México. O cinejornal esteve nas Copas de 1966, 1974 e 1982 e deu origem aos longas "Brasil Bom de Bola" e "Histórias do Flamengo".
Agora, com a tecnologia digital, pretende estar perto da seleção e do Maracanã outra vez. Do sítio para o site, falta multiplicar os gols de Romário pelo nome do cinejornal para que os 100 mil minutos do arquivo estejam ao alcance da mão, dos olhos e do coração. Com um clique.
vejam uma amostrinha:
http://www.youtube.com/watch?v=VPJr0aoErVE
Canal 100 - Enferrujado, futebol-arte tenta vencer o tempo
11/06/2007 - 16:48
Entrevista com o conselheiro rubro-negro Alexandre Niemeyer, dono do Canal 100, transcrito do jornal O Globo
Com 70 mil minutos de imagens de Pelé a Romário, Canal 100 busca preservação e novo caminho na internet
Pedro Motta Gueiros
O Globo
O nome do cinejornal multiplicado pelo número da camisa de Pelé é igual à marca atingida por Romário. Nos 30 anos que separaram o nascimento de dois artilheiros dos mil gols, o Maracanã foi palco de um futebol de cinema. As primeiras imagens do Canal 100 foram captadas em 1957 junto com os passos daquele rapaz que logo ganharia topete de rei e sucessores a desfilar na cadência do samba de Luís Bandeira. Além do apogeu do futebol nacional, as câmeras de Carlinhos Niemeyer acompanharam a Era Zico e o despertar de Romário. Em 1986, foram desligadas como se mais beleza não pudessem captar. Hoje, o futebol-arte e o acervo de 70 mil minutos pedem socorro, mas basta um clique para o passado voltar em tempo real.
- Estamos exibindo filmes antigos e novas imagens para atrair os jovem e as atenções para a necessidade de restaurar o acervo - disse o herdeiro Alexandre Niemeyer, que se dedica à preservação ao mesmo tempo em que aponta a lente para o futuro no www.canal00.com.br.
Narração de Cid Moreira e estética do Cinema Novo
Nascido no mesmo ano do canal, a vida de Alexandre está misturada às quase 10 mil latas de filme. Na infância, em vez de ferrugem e do mofo que hoje se acumulam, os filmes exalavam o frescor das novidades. Num tempo em que o jornalismo na TV ainda era incipiente, por força de lei o cinema apresentava uma revista semanal de 10 minutos. Nos últimos quatro, a tela grande e o plano fechado agigantavam os ídolos e as emoções do Maracanã. Com a locução de Cid Moreira, e os tambores repicando vendo a rede balançar, o cinema era um canal em que beleza do jogo se multiplicava centenas de vezes.
- Aquilo veio do Cinema Novo, da estética do documentário. - disse, Alexandre, lembrando que o pai trabalhou com Nelson Pereira dos Santos em "Garrincha, Alegria do Povo", antes de pôr a câmera e os conceitos do canal nas mãos e na cabeça de Francisco Torturra. - Ele deu segmento à magia. Fotograficamente, o barato é que não havia placa de publicidade. A lente pegava só jogador e torcida.
O coração registrava muito mais. Suas recordações vêm dos tempos em que crianças podiam correr pelas ruas e o futebol no cinema era a maior diversão. Toda a sexta-feira, Alexandre saía da escola em Botafogo com um bando de amigos rumo à produtora na vizinhança para ver a edição que entraria no circuito. Hoje, ainda está acompanhado na missão de fazer os jovens correrem em busca das novidades. Com a restauração de outros arquivos na bagagem, seu sócio Luís Carlos de Oliveira é um descobridor de tesouros:
- Os donos não têm o direito de esconder os acervos, fazem parte da nossa cultura.
Longe dos cinemas desde uma mostra nos anos 90, o Canal 100 está mais perto da natureza. Numa montanha à beira-mar, a casa tem portas abertas para o passado. Quem chega de carro é acompanhado por dóceis labradores até que os latidos de um rotweiller no desembarque avisa que o local inspira cuidados. Escondidos numa bolha verde de Mata Atlântica, os melhores momentos do Maracanã repousam ali, enquanto desumidificadores trabalham sem parar.
O refúgio de Niemeyer tem ares de sítio. Rural e arqueológico, capaz de oferecer novas leituras da história. Para cada edição do Canal 100, há uma sobra de 50 minutos de futebol. As velhas novidades estão em latas de filmes, que desenrolados seriam capaz de unir os 2 mil km entre o Rio de Janeiro e Garanhuns, a cidade do presidente Lula. Na falta da mesma ligação com o governo, como nos tempos em que Getúlio Vargas legislou pela obrigatoriedade da produção nacional nos cinemas, resta o interesse público em torno do acervo.
O programa já tem 10% de seu acervo digitalizado. Além de futebol, há Fórmula-1, eventos sociais e desfiles de misses que somam 100 mil minutos. Cada hora do processo, que transforma cinema em vídeo, custa R$600. A solução precisa ser global. O público, com internautas até na Coréia, e Alexandre esperam pela aprovação de proposta de financiamento para restaurar o material mais ameaçada, de 1958 a 1964.
- Hoje, há salvação para tudo no cinema - afirmou.
Desde o milésimo gol de Pelé ao primeiro de Romário numa final, o passado está a salvo. Zico era uma franzina promessa quando foi filmado pela primeira vez ao chegar à Gávea:
- Fizemos o primeiro jogo dele, com a camisa sete - lembrou Niemeyer, saudoso do cinejornal, dos melhores momentos do seu Flamengo e do pai, morto em 1999, aos 72 anos.
- Aqui, eu volto àquela época - disse, em meio às latas.
Canal 100 esteve em quatro Copas e fez dois longas.
Em 1963, viu seu primeiro jogo, um Fla-Flu no Maracanã. Eram os momentos mais delirantes do Canal 100 e do futebol brasileiro. Em 1969, Carlinhos conseguiu autorização para sobrevoar internamente o anel do Maracanã num helicóptero para filmar os 183.341 torcedores que quebraram o recorde de público no 1 a 0 sobre o Paraguai, que classificou o Brasil para a Copa do México. O cinejornal esteve nas Copas de 1966, 1974 e 1982 e deu origem aos longas "Brasil Bom de Bola" e "Histórias do Flamengo".
Agora, com a tecnologia digital, pretende estar perto da seleção e do Maracanã outra vez. Do sítio para o site, falta multiplicar os gols de Romário pelo nome do cinejornal para que os 100 mil minutos do arquivo estejam ao alcance da mão, dos olhos e do coração. Com um clique.
vejam uma amostrinha:
http://www.youtube.com/watch?v=VPJr0aoErVE
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Coxa campeao brasileiro 1985


ELENCO CAMPEÃO
Almir José Gil - 20 jogos
Florianópolis / SC - 28/09/1953
André Aparecido Ranzani - 26 jogos
Loanda / PR - 16/12/1962
Carlos Aragonez Espinosa - 06 jogos
Santa Cruz (Bolívia) - 16/02/1956
Alceu Mentta - Caxias - 03 jogos
Veranópolis / RS - 26/04/1958
Marco Aurélio Morais dos Santos - Dida - 26 jogos
Ponta Grossa / PR - 26/10/1965
Édson Gonzaga Alves Filho - 21 jogos
Rio de Janeiro / RJ - 06/01/1960
Eliseu Rolim de Moura Neto - 03 jogos
Piraí do Sul / PR - 01/10/1961
Carlos Gardel Bruno - 03 jogos
Vitória / ES - 01/09/1955
Gérson Dall' Stella - 02 jogos
Curitiba / PR - 30/10/1961
Gil - Jumarildo Tadeu Borato - 08 jogos
Bocaiúva do Sul / PR - 22/05/1963
Édson Gomes Bonifácio - 16 jogos
Vitória / ES - 09/09/1956
Hélcio de Lima Scardanzan - 06 jogos
Lapa / PR - 05/05/1964
Heraldo Gonçalves da Silva - 16 jogos
Almir José Gil - 20 jogos
Florianópolis / SC - 28/09/1953
André Aparecido Ranzani - 26 jogos
Loanda / PR - 16/12/1962
Carlos Aragonez Espinosa - 06 jogos
Santa Cruz (Bolívia) - 16/02/1956
Alceu Mentta - Caxias - 03 jogos
Veranópolis / RS - 26/04/1958
Marco Aurélio Morais dos Santos - Dida - 26 jogos
Ponta Grossa / PR - 26/10/1965
Édson Gonzaga Alves Filho - 21 jogos
Rio de Janeiro / RJ - 06/01/1960
Eliseu Rolim de Moura Neto - 03 jogos
Piraí do Sul / PR - 01/10/1961
Carlos Gardel Bruno - 03 jogos
Vitória / ES - 01/09/1955
Gérson Dall' Stella - 02 jogos
Curitiba / PR - 30/10/1961
Gil - Jumarildo Tadeu Borato - 08 jogos
Bocaiúva do Sul / PR - 22/05/1963
Édson Gomes Bonifácio - 16 jogos
Vitória / ES - 09/09/1956
Hélcio de Lima Scardanzan - 06 jogos
Lapa / PR - 05/05/1964
Heraldo Gonçalves da Silva - 16 jogos
Dourados / MS - 12/07/1958
Índio - Valdevino José da Silva - 27 jogos - 9 gols - artilheiro
Cuiabá / MT - 06/06/1958
Jairo do Nascimento - 01 jogo
Joinville / SC - 23/10/1946
Lela - Reinaldo Felisbino - 27 jogos
Cuiabá / MT - 06/06/1958
Jairo do Nascimento - 01 jogo
Joinville / SC - 23/10/1946
Lela - Reinaldo Felisbino - 27 jogos
Baurú / SP - 17/04/1962
Luisinho - Luís Fernando Cavassim - 01 jogo
Curitiba / PR - 07/09/1964
Marco Aurélio Moreira - 11 jogos
Muriaé / MG - 10/02/1952
Marildo Mendes - 25 jogos
São Lourenço do Oeste / SC - 07/08/1962
Paulinho - Paulo Jorge Cirilo da Silva - 12 jogos
Rafael Cammarota - 26 jogos
São Paulo / SP - 07/01/1953
Toby - Dorival Mateus da Costa - 28 jogos
Uraí / PR - 18/02/1962
Vavá - Edwald Yurk - 21 jogos
Guaratuba / PR - 16/05/1962
Vicente Salvador Ribeiro - 15 jogos
Belo Horizonte / MG - 06/01/1960
Zé Carlos - José Carlos Pereira da Silva - 05 jogos
Belém / PA
Comissão técnica
Presidente: Evangelino da Costa Neves
Diretor do Departamento de Futebol: Estevão Damini Netto
Preparador Técnico: Ênio Andrade
Auxiliar Técnico: Dirceu Krüger
Diretor do Departamento Médico: João Carlos Vialle
Preparador Físico: Odivonsir Frega
Massagista: Osvaldo Sarti
fonte:helenicos
resumoLuisinho - Luís Fernando Cavassim - 01 jogo
Curitiba / PR - 07/09/1964
Marco Aurélio Moreira - 11 jogos
Muriaé / MG - 10/02/1952
Marildo Mendes - 25 jogos
São Lourenço do Oeste / SC - 07/08/1962
Paulinho - Paulo Jorge Cirilo da Silva - 12 jogos
Rafael Cammarota - 26 jogos
São Paulo / SP - 07/01/1953
Toby - Dorival Mateus da Costa - 28 jogos
Uraí / PR - 18/02/1962
Vavá - Edwald Yurk - 21 jogos
Guaratuba / PR - 16/05/1962
Vicente Salvador Ribeiro - 15 jogos
Belo Horizonte / MG - 06/01/1960
Zé Carlos - José Carlos Pereira da Silva - 05 jogos
Belém / PA
Comissão técnica
Presidente: Evangelino da Costa Neves
Diretor do Departamento de Futebol: Estevão Damini Netto
Preparador Técnico: Ênio Andrade
Auxiliar Técnico: Dirceu Krüger
Diretor do Departamento Médico: João Carlos Vialle
Preparador Físico: Odivonsir Frega
Massagista: Osvaldo Sarti
fonte:helenicos
O time campeão do Coritiba:
Goleiro: Gérson, Jairo e Rafael
Laterais: André, Dida e Hélcio
Zagueiros: Caxias, Gardel, Gomes, Heraldo e Vavá
Meio Campistas: Almir, Aragonés, Eliseu, Luizinho, Marco Aurélio, Marildo e Tobi
Atacantes: Édson, Gil, Índio, Lela, Paulinho, Vicente e Zé Carlos
Técnico: Ênio Andrade
Goleiro: Gérson, Jairo e Rafael
Laterais: André, Dida e Hélcio
Zagueiros: Caxias, Gardel, Gomes, Heraldo e Vavá
Meio Campistas: Almir, Aragonés, Eliseu, Luizinho, Marco Aurélio, Marildo e Tobi
Atacantes: Édson, Gil, Índio, Lela, Paulinho, Vicente e Zé Carlos
Técnico: Ênio Andrade
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
CLUBES DO PARANA - Cimples Ócio - HISTORIA
Água Verde em 1968 contra o Grêmio-RSEm pé: Silvio, Valdomiro, Sebastião, Teteu, Altair e Zé Carlos
Agachados: Alex, Armando, Miranda, Natal e Lauro

Achei um site que homenageia o Pinheiros EC e assim inicio algumas postagens mostrando o futebol parananense e sua historia através dos clubes. Vejam lá:
O Água Verde foi fundado no dia 17 de dezembro de 1914, no bairro homônimo de Curitiba, como Esporte Clube Água Verde. Em 1926, uniu-se ao Savóia Futebol Clube, originando o Savóia-Água Verde.
No período da Segunda Guerra Mundial, o Savóia-Água Verde foi obrigado pelo governo brasileiro a alterar seu nome, já que o País havia declarado guerra à Itália e o presidente Getúlio Vargas havia proibido que agremiações esportivas usassem nomes que lembrassem países do Eixo. O Savóia havia sido criado por descendentes de italianos, além de possuir as mesmas cores do país europeu. Logo, o Savóia-Água Verde passou a se chamar Esporte Clube Brasil em 3 de março de 1942.
Uma nova proibição por parte do governo federal fez com que o clube voltasse a ser chamado Água Verde Futebol Clube em 1944. No dia 15 de agosto de 1953, inaugurou o Estádio Orestes Thá (onde hoje é a sede social do Paraná Clube), na Vila Guaíra. Foi campeão paranaense no ano de 1967, vencendo o Galo Maringá por 1 a 0 no dia 19 de dezembro, após empatar as outras partidas extras em 0x0 e 2x2.
Em 12 de agosto de 1971, o Água Verde passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros e adotou as cores azul e branco.
No período da Segunda Guerra Mundial, o Savóia-Água Verde foi obrigado pelo governo brasileiro a alterar seu nome, já que o País havia declarado guerra à Itália e o presidente Getúlio Vargas havia proibido que agremiações esportivas usassem nomes que lembrassem países do Eixo. O Savóia havia sido criado por descendentes de italianos, além de possuir as mesmas cores do país europeu. Logo, o Savóia-Água Verde passou a se chamar Esporte Clube Brasil em 3 de março de 1942.
Uma nova proibição por parte do governo federal fez com que o clube voltasse a ser chamado Água Verde Futebol Clube em 1944. No dia 15 de agosto de 1953, inaugurou o Estádio Orestes Thá (onde hoje é a sede social do Paraná Clube), na Vila Guaíra. Foi campeão paranaense no ano de 1967, vencendo o Galo Maringá por 1 a 0 no dia 19 de dezembro, após empatar as outras partidas extras em 0x0 e 2x2.
Em 12 de agosto de 1971, o Água Verde passou a se chamar Esporte Clube Pinheiros e adotou as cores azul e branco.
fone: overmundo
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Bagunça Futebol Clube - Cimples Ocio
O texto é longo, mas tendo um tempinho leia para voces visualizarem o absurdo que foi o futebol brasileiro em termos de organização. É do blog "De primeira" bom para fazer um passeio de vez em quando:
Todos os Campeões Brasileiros
por Equipe De Primeira 09h45
O São Paulo é o novo (de novo) campeão brasileiro. È o primeiro penta? Não sei. Mas quero saber. Por isso resolvi fazer um levantamento no site da RSSSF (organização que reúne em dados a história do futebol. Significa Record Sport Soccer Statistics Foundation) sobre quais seriam todos os campeões brasileiros, ano a ano.
Teoricamente, o primeiro campeão brasileiro é o Atlético-MG, em 1971. A CBF conta assim, desde a criação do primeiro campeonato nacional. Tecnicamente, o Brasileirão passou a contar com acesso e descenso no final dos anos 80, após a Copa União. Mas a queda do Grêmio em 91, o bi-rebaixamento do Fluminense entre 96/97 (tri na Série B ) e o Caso Gama, que gerou a Copa João Havelange em 2000 bagunçaram o coreto de novo.
Assim, outro Atlético, o Paranaense, venceu em 2001 o primeiro campeonato pós-viradas. Maaaas... em 2003 tudo mudou de novo e novamente um mineiro inaugurou uma nova era. O Cruzeiro venceu o primeiro campeonato por pontos corridos e, desde então, a coisa parece que anda.
Só que não dá para não lembrar que o Bahia venceu em 1959 a primeira Taça Brasil; não dá para negar que a Copa União de 87 também foi um campeonato nacional; não dá para não dizer que a Copa JH de 2000 substituiu o Brasileirão. E mexer com títulos é dose. Afinal, que torcedor aceita que diminuam as conquistas do seu time?
Bem, aos fatos.
O primeiro embrião de um campeonato nacional surgiu em 1920, com a Copa dos Campeões Estaduais. De fato, foi um regional, já que reuniu tão somente os campeões de SP, RJ e RS. Deu Paulistano, que bateu Fluminense e Brasil de Pelotas. Esse mesmo torneio se repetiu em 1937, com os campeões dos estados do Sudeste. O Atlético-MG superou Fluminense, Portuguesa e Rio Branco-ES e ficou com a taça.
A coisa pegou, especialmente no Sudeste, que em 1933 criou o Torneio RJ-SP, mais regular entre 1950-63 e 1997-2002. Os campeões estão aqui.
No Sul, o Campeonato Sul-Brasileiro foi criado para indicar os representantes da região na Taça Brasil. Funcionava mais ou menos como a FIFA considera as Eliminatórias: já é Copa do Mundo. E provando que a bizarrice geográfica da Copa Sul-Minas é antiga, os mineiros e goianos – e eventualmente cariocas e capixabas – jogavam o Sul-Brasileiro, grupo leste. O primeiro aconteceu em 1959 e foi vencido pelo Grêmio, que derrotou o Atlético-MG. Durou até 1968.
No Nordeste, aconteceu o mesmo. O Bahia faturou o primeiro regional, em 1959, ao bater o Ceará. Esse torneio durou até 1970. O Norte também teve sua disputa local nesta época. Curiosamente o primeiro campeão é um nordestino: o Sport Recife.
Pois bem. Da Copa dos Campeões Estaduais em 1920 até os regionais de 1959, tudo era local. Assim, podemos considerar que em 1959, com a Taça Brasil, temos o primeiro campeonato efetivamente nacional. E daqui, avançamos, ano a ano (tá com paciência pra ler, chefe?)
1959 Taça Brasil – Torneio em fases eliminatórias que reunia os campeões regionais do Brasil.
Campeão: Bahia
1960 Taça Brasil – Palmeiras
1961 Taça Brasil – Santos
1962 Taça Brasil – Santos
1963 Taça Brasil – Santos
1964 Taça Brasil – Santos
1965 Taça Brasil – Santos
1966 Taça Brasil – Cruzeiro
1967 Taça Brasil – Palmeiras
Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Reunia, em fases classificatórias, times de diversas regiões do BrasilCampeão - Palmeiras
1968 Taça Brasil – Botafogo-RJ
Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Santos
Torneio dos Campeões da CBD – Edição única. Reuniu os campeões da Copa Centro-Sul, Norte-Nordeste e do Roberto Gomes Pedrosa Campeão – Grêmio Maringá
1969 Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Palmeiras
1970 Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Fluminense
1971 Campeonato Nacional de Clubes – considerado o primeiro Brasileirão pela CBF. Foi a oficialização da idéia do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Passaria a variar entre diversas (e bizarras) fórmulas até 2003, quando chegou aos pontos corridos.
Chamou-se Campeonato Nacional, Taça de Ouro e Copa União até chegar a ser chamado tão somente de Campeonato Brasileiro. Campeão – Atlético-MG
Campeonato Nacional de Clubes da Primeira Divisão – Na verdade, a segunda divisão. Campeão – Villa Nova – MG
Torneio do Povo – Torneio amistoso que reuniu times convidados nos principais estados do Brasil. Durou até 1973.
Campeão - Corinthians
1972 Campeonato Nacional de Clubes – PalmeirasSegunda Divisão – Sampaio Correia(Como não havia acesso à primeira divisão, a segunda divisão ficou suspensa até 1980)
Torneio do Povo – Flamengo
1973 Campeonato Brasileiro – Palmeiras
Torneio do Povo – Coritiba
1974 Campeonato Brasileiro – Vasco
1975 I Copa Brasil (o mesmo Campeonato Brasileiro) – Inter-RS
1976 II Copa Brasil – Inter-RS
1977 III Copa Brasil – São Paulo
1978 IV Copa Brasil – Guarani
1979 V Copa Brasil – Inter-RS
1980 VI Copa Brasil – Flamengo
Taça de Prata (a segunda divisão) – Londrina
1981 Taça de Ouro (Campeonato Brasileiro) – Grêmio
Taça de Prata – Guarani
Taça de Bronze – A terceira divisão. Disputada pela primeira vez, voltaria apenas em 1988.
Campeão – Olaria-RJ
1982 Taça de Ouro – Flamengo
Taça de Prata – Campo Grande-RJ
Torneio dos Campeões – Edição única. Reuniu 19 times com base em títulos e vices anteriores, à exceção do América-RJ, convidado, e do Santa Cruz, que substituiu o Flamengo, que desistiu da disputa. Campeão – América-RJ
1983 Taça de Ouro – Flamengo
Taça de Prata – Juventus-SP
1984 Taça de Ouro – Fluminense
Taça de Prata – Uberlândia-MG
1985 Taça de Ouro – Coritiba
Taça de Prata – Tuna Luso-PA
1986 Taça de Ouro – São Paulo
Não houve segunda divisão
1987 Campeonato Brasileiro – Sport Recife
Copa União – Campeonato organizado por 13 dos 20 maiores clubes do País – com 3 convidados - que romperam com a CBF. Houve, durante a disputa, a tentativa de uma composição, que cruzaria em uma disputa os campeões e vices do Brasileiro e da Copa União (Sport Recife, Guarani, Flamengo e Inter-RS). Os participantes da Copa União se recusaram a enfrentar os campeões da CBF, que decidiram o título entre si. Houve ainda um terceiro grupo, denominado Módulo Branco, reunindo times menores, que pode ser considerado a segunda divisão da época. Entre 1988 e 89, a CBF chegou à um acordo com os clubes e o Brasileiro passou a se chamar Copa União.
Campeão – Flamengo
Módulo Branco – Americano-RJ
1988 Copa União – Bahia
Segunda Divisão – Inter-SP
Terceira Divisão – União São João-SP
1989 Copa União – Vasco
Segunda Divisão – Bragantino
Não houve terceira divisão
Copa do Brasil – Disputada pela primeira vez. Reunia todos os campeões estaduais e os vice-campeões dos principais Estados. Indica um time para a Copa Libertadores. Atualmente, tem contado com a participação de 64 clubes, convidados pelo ranking da CBF e campeões e vices de alguns Estados. Não permite a participação de quem disputa a Libertadores no ano corrente.
Campeão – Grêmio
1990 Campeonato Brasileiro – Corinthians
Segunda Divisão – Sport Recife
Terceira Divisão – Atlético-GO
Copa do Brasil - Flamengo
1991 Campeonato Brasileiro – São Paulo
Segunda Divisão – Paysandu
Copa do Brasil - Criciúma
Não houve terceira divisão
1992 Campeonato Brasileiro – Flamengo
Segunda Divisão – Paraná Clube
Terceira Divisão – Tuna Luso-PA
Copa do Brasil – Inter-RS
1993 Campeonato Brasileiro – Palmeiras
Qualificatório para a segunda divisão/94 – Uma espécie de terceira divisão, uma vez que com a queda do Grêmio em 1991, e o fracasso na tentativa de acesso em 92, a CBF misturou a primeira com a segunda divisão. Na primeira divisão, havia um grupo que tinha privilégio sobre o outro. Determinadas equipes, como o próprio Grêmio, que estava na segunda divisão, ficaram em uma chave que não tinha descenso; outras, como o Paraná Clube (campeão da segunda divisão no ano anterior) e o Atlético-PR, que estavam na primeira divisão, jogaram um grupo que garantia somente oito clubes na Série A em 94. Sobrou para o Atlético, que ficou relegado com os eliminados na primeira divisão (grupos C e D) e os qualificados nesse torneio. Não apontou um campeão e sim 15 equipes classificadas, mais o Mogi-Mirim, vencedor do Torneio Ricardo Teixeira, espécie de Torneio RJ-SP da segunda divisão.
Copa do Brasil - Cruzeiro
1994 Primeira Divisão – Palmeiras
Segunda Divisão - Juventude
Terceira Divisão – Novorizontino-SP
Copa do Brasil - Grêmio
1995 Primeira Divisão – Botafogo-RJ
Segunda Divisão – Atlético-PR
Terceira Divisão – XV de Piracicaba-SP
Copa do Brasil – Corinthians
1996 Primeira Divisão – Grêmio
Segunda Divisão – União São João-SP
Terceira Divisão – Vila Nova-GO
Copa do Brasil - Cruzeiro
1997 Primeira Divisão – Vasco
Segunda Divisão – América-MG
Terceira Divisão – Sampaio Correia-MA
Copa do Brasil - Grêmio
1998 Primeira Divisão – Corinthians
Segunda Divisão – Gama-DF
Terceira Divisão – Avaí-SC
Copa do Brasil - Palmeiras
1999 Primeira Divisão – Corinthians
Torneio Seletivo para a Libertadores 2000 – Edição única. Criado pela CBF para apontar o quarto representante brasileiro na Libertadores do ano seguinte, com base na garantia de uma vaga a mais cedida ao país pela Conmebol. Reuniu as equipes eliminadas das segunda, terceira e quarta (semi-finais) fases do Campeonato Brasileiro de 99. O sistema de disputa era como o da Copa do Brasil. As equipes eliminadas no Brasileirão caiam nesse repescagem, que só não contou com Corinthians e Atlético-MG (campeão e vice da primeira divisão). Campeão – Atlético-PR
Segunda Divisão – Goiás
Terceira Divisão – Fluminense
Copa do Brasil - Juventude
2000 Copa João Havelange – Substituiu o Brasileirão no ano 2000. Rebaixado para a segunda divisão em 1999 por um método maluco de descenso, o Gama-DF entrou na justiça contra a CBF. O rebaixamento era definido pela média de pontos dos últimos três anos. Tendo disputado somente uma edição, o Gama requereu a vaga por vias judiciais, o que é proibido pela FIFA. Com o clube de Brasília vencendo o processo, a CBF ficou ameaçada de, em cumprindo a determinação da justiça brasileira, ver a Seleção Brasileira fora da Copa de 2002. Mas se não acatasse a decisão, os diretores da entidade poderiam ser até presos. Assim, a CBF lavou as mãos e passou o pepino para o Clube dos 13, que organizou a competição sem o Gama. Mas o Gama ganhou o direito de jogar qualquer competição nacional considerada de primeira divisão, e acabou incluído. Bom também para Fluminense e Bahia, que estavam na Série B, e acabaram convidados a jogar na elite. Ruim para o Paraná Clube, que teve de jogar numa série inferior à dos grandes clubes. Mas o regulamento previa a classificação de 12 clubes do Módulo Principal (Azul), 3 do Módulo Amarelo (uma segunda divisão disfarçada) e 1 dos Módulos Verde e Branco (a terceira divisão camuflada). Assim ficaram os campeões:
Copa JH – Vasco
Módulo Amarelo – Paraná Clube
Módulos Verde e Branco – Malutrom-PR (atual J. Malucelli)
Copa do Brasil – Cruzeiro
Copa dos Campeões – Reunia os campeões (e alguns vices) dos seguintes torneios regionais: Copa Sul / Sul-Minas, Torneio RJ-SP, Copa Centro Oeste, Copa Norte e Campeonato do Nordeste. Apontava um representante brasileiro na Copa Libertadores do ano seguinte. Campeão – Palmeiras
2001 Série A – Atlético-PR
Série B – PaysanduSérie
C – Etti Jundiaí-SP (atual Paulista)
Copa do Brasil – Grêmio
Copa dos Campeões - Flamengo
2002 Série A – Santos
Série B – Criciúma
Série C – Brasiliense-DF
Copa do Brasil – Corinthians
Copa dos Campeões – Paysandu
2003 Campeonato Brasileiro – Cruzeiro
Série B – Palmeiras
Série C – Ituano-SP
Copa do Brasil - Cruzeiro
2004 Campeonato Brasileiro – Santos
Série B – Brasiliense-DF
Série C – União Barbarense-SP
Copa do Brasil – Santo André-SP
2005 Campeonato Brasileiro – Corinthians
Série B – Grêmio
Série C – Remo
Copa do Brasil – Paulista-SP
2006 Campeonato Brasileiro – São Paulo
Série B – Atlético-MG
Série C – Criciúma
Copa do Brasil – Flamengo
2007 Campeonato Brasileiro – São Paulo
Série B – Não definido
Série C – Não definido
Copa do Brasil – Fluminense
Ufa! Agora faça suas contas e diga quem tem mais títulos nacionais. E dá-lhe polêmica!
por Napoleão de Almeida.
Leia também
Quem é o primeiro penta? Também vou dar meu pitaco
fonte: http://www.interney.net/blogs/deprimeira
Todos os Campeões Brasileiros
por Equipe De Primeira 09h45
O São Paulo é o novo (de novo) campeão brasileiro. È o primeiro penta? Não sei. Mas quero saber. Por isso resolvi fazer um levantamento no site da RSSSF (organização que reúne em dados a história do futebol. Significa Record Sport Soccer Statistics Foundation) sobre quais seriam todos os campeões brasileiros, ano a ano.
Teoricamente, o primeiro campeão brasileiro é o Atlético-MG, em 1971. A CBF conta assim, desde a criação do primeiro campeonato nacional. Tecnicamente, o Brasileirão passou a contar com acesso e descenso no final dos anos 80, após a Copa União. Mas a queda do Grêmio em 91, o bi-rebaixamento do Fluminense entre 96/97 (tri na Série B ) e o Caso Gama, que gerou a Copa João Havelange em 2000 bagunçaram o coreto de novo.
Assim, outro Atlético, o Paranaense, venceu em 2001 o primeiro campeonato pós-viradas. Maaaas... em 2003 tudo mudou de novo e novamente um mineiro inaugurou uma nova era. O Cruzeiro venceu o primeiro campeonato por pontos corridos e, desde então, a coisa parece que anda.
Só que não dá para não lembrar que o Bahia venceu em 1959 a primeira Taça Brasil; não dá para negar que a Copa União de 87 também foi um campeonato nacional; não dá para não dizer que a Copa JH de 2000 substituiu o Brasileirão. E mexer com títulos é dose. Afinal, que torcedor aceita que diminuam as conquistas do seu time?
Bem, aos fatos.
O primeiro embrião de um campeonato nacional surgiu em 1920, com a Copa dos Campeões Estaduais. De fato, foi um regional, já que reuniu tão somente os campeões de SP, RJ e RS. Deu Paulistano, que bateu Fluminense e Brasil de Pelotas. Esse mesmo torneio se repetiu em 1937, com os campeões dos estados do Sudeste. O Atlético-MG superou Fluminense, Portuguesa e Rio Branco-ES e ficou com a taça.
A coisa pegou, especialmente no Sudeste, que em 1933 criou o Torneio RJ-SP, mais regular entre 1950-63 e 1997-2002. Os campeões estão aqui.
No Sul, o Campeonato Sul-Brasileiro foi criado para indicar os representantes da região na Taça Brasil. Funcionava mais ou menos como a FIFA considera as Eliminatórias: já é Copa do Mundo. E provando que a bizarrice geográfica da Copa Sul-Minas é antiga, os mineiros e goianos – e eventualmente cariocas e capixabas – jogavam o Sul-Brasileiro, grupo leste. O primeiro aconteceu em 1959 e foi vencido pelo Grêmio, que derrotou o Atlético-MG. Durou até 1968.
No Nordeste, aconteceu o mesmo. O Bahia faturou o primeiro regional, em 1959, ao bater o Ceará. Esse torneio durou até 1970. O Norte também teve sua disputa local nesta época. Curiosamente o primeiro campeão é um nordestino: o Sport Recife.
Pois bem. Da Copa dos Campeões Estaduais em 1920 até os regionais de 1959, tudo era local. Assim, podemos considerar que em 1959, com a Taça Brasil, temos o primeiro campeonato efetivamente nacional. E daqui, avançamos, ano a ano (tá com paciência pra ler, chefe?)
1959 Taça Brasil – Torneio em fases eliminatórias que reunia os campeões regionais do Brasil.
Campeão: Bahia
1960 Taça Brasil – Palmeiras
1961 Taça Brasil – Santos
1962 Taça Brasil – Santos
1963 Taça Brasil – Santos
1964 Taça Brasil – Santos
1965 Taça Brasil – Santos
1966 Taça Brasil – Cruzeiro
1967 Taça Brasil – Palmeiras
Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Reunia, em fases classificatórias, times de diversas regiões do BrasilCampeão - Palmeiras
1968 Taça Brasil – Botafogo-RJ
Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Santos
Torneio dos Campeões da CBD – Edição única. Reuniu os campeões da Copa Centro-Sul, Norte-Nordeste e do Roberto Gomes Pedrosa Campeão – Grêmio Maringá
1969 Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Palmeiras
1970 Torneio Roberto Gomes Pedrosa – Fluminense
1971 Campeonato Nacional de Clubes – considerado o primeiro Brasileirão pela CBF. Foi a oficialização da idéia do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Passaria a variar entre diversas (e bizarras) fórmulas até 2003, quando chegou aos pontos corridos.
Chamou-se Campeonato Nacional, Taça de Ouro e Copa União até chegar a ser chamado tão somente de Campeonato Brasileiro. Campeão – Atlético-MG
Campeonato Nacional de Clubes da Primeira Divisão – Na verdade, a segunda divisão. Campeão – Villa Nova – MG
Torneio do Povo – Torneio amistoso que reuniu times convidados nos principais estados do Brasil. Durou até 1973.
Campeão - Corinthians
1972 Campeonato Nacional de Clubes – PalmeirasSegunda Divisão – Sampaio Correia(Como não havia acesso à primeira divisão, a segunda divisão ficou suspensa até 1980)
Torneio do Povo – Flamengo
1973 Campeonato Brasileiro – Palmeiras
Torneio do Povo – Coritiba
1974 Campeonato Brasileiro – Vasco
1975 I Copa Brasil (o mesmo Campeonato Brasileiro) – Inter-RS
1976 II Copa Brasil – Inter-RS
1977 III Copa Brasil – São Paulo
1978 IV Copa Brasil – Guarani
1979 V Copa Brasil – Inter-RS
1980 VI Copa Brasil – Flamengo
Taça de Prata (a segunda divisão) – Londrina
1981 Taça de Ouro (Campeonato Brasileiro) – Grêmio
Taça de Prata – Guarani
Taça de Bronze – A terceira divisão. Disputada pela primeira vez, voltaria apenas em 1988.
Campeão – Olaria-RJ
1982 Taça de Ouro – Flamengo
Taça de Prata – Campo Grande-RJ
Torneio dos Campeões – Edição única. Reuniu 19 times com base em títulos e vices anteriores, à exceção do América-RJ, convidado, e do Santa Cruz, que substituiu o Flamengo, que desistiu da disputa. Campeão – América-RJ
1983 Taça de Ouro – Flamengo
Taça de Prata – Juventus-SP
1984 Taça de Ouro – Fluminense
Taça de Prata – Uberlândia-MG
1985 Taça de Ouro – Coritiba
Taça de Prata – Tuna Luso-PA
1986 Taça de Ouro – São Paulo
Não houve segunda divisão
1987 Campeonato Brasileiro – Sport Recife
Copa União – Campeonato organizado por 13 dos 20 maiores clubes do País – com 3 convidados - que romperam com a CBF. Houve, durante a disputa, a tentativa de uma composição, que cruzaria em uma disputa os campeões e vices do Brasileiro e da Copa União (Sport Recife, Guarani, Flamengo e Inter-RS). Os participantes da Copa União se recusaram a enfrentar os campeões da CBF, que decidiram o título entre si. Houve ainda um terceiro grupo, denominado Módulo Branco, reunindo times menores, que pode ser considerado a segunda divisão da época. Entre 1988 e 89, a CBF chegou à um acordo com os clubes e o Brasileiro passou a se chamar Copa União.
Campeão – Flamengo
Módulo Branco – Americano-RJ
1988 Copa União – Bahia
Segunda Divisão – Inter-SP
Terceira Divisão – União São João-SP
1989 Copa União – Vasco
Segunda Divisão – Bragantino
Não houve terceira divisão
Copa do Brasil – Disputada pela primeira vez. Reunia todos os campeões estaduais e os vice-campeões dos principais Estados. Indica um time para a Copa Libertadores. Atualmente, tem contado com a participação de 64 clubes, convidados pelo ranking da CBF e campeões e vices de alguns Estados. Não permite a participação de quem disputa a Libertadores no ano corrente.
Campeão – Grêmio
1990 Campeonato Brasileiro – Corinthians
Segunda Divisão – Sport Recife
Terceira Divisão – Atlético-GO
Copa do Brasil - Flamengo
1991 Campeonato Brasileiro – São Paulo
Segunda Divisão – Paysandu
Copa do Brasil - Criciúma
Não houve terceira divisão
1992 Campeonato Brasileiro – Flamengo
Segunda Divisão – Paraná Clube
Terceira Divisão – Tuna Luso-PA
Copa do Brasil – Inter-RS
1993 Campeonato Brasileiro – Palmeiras
Qualificatório para a segunda divisão/94 – Uma espécie de terceira divisão, uma vez que com a queda do Grêmio em 1991, e o fracasso na tentativa de acesso em 92, a CBF misturou a primeira com a segunda divisão. Na primeira divisão, havia um grupo que tinha privilégio sobre o outro. Determinadas equipes, como o próprio Grêmio, que estava na segunda divisão, ficaram em uma chave que não tinha descenso; outras, como o Paraná Clube (campeão da segunda divisão no ano anterior) e o Atlético-PR, que estavam na primeira divisão, jogaram um grupo que garantia somente oito clubes na Série A em 94. Sobrou para o Atlético, que ficou relegado com os eliminados na primeira divisão (grupos C e D) e os qualificados nesse torneio. Não apontou um campeão e sim 15 equipes classificadas, mais o Mogi-Mirim, vencedor do Torneio Ricardo Teixeira, espécie de Torneio RJ-SP da segunda divisão.
Copa do Brasil - Cruzeiro
1994 Primeira Divisão – Palmeiras
Segunda Divisão - Juventude
Terceira Divisão – Novorizontino-SP
Copa do Brasil - Grêmio
1995 Primeira Divisão – Botafogo-RJ
Segunda Divisão – Atlético-PR
Terceira Divisão – XV de Piracicaba-SP
Copa do Brasil – Corinthians
1996 Primeira Divisão – Grêmio
Segunda Divisão – União São João-SP
Terceira Divisão – Vila Nova-GO
Copa do Brasil - Cruzeiro
1997 Primeira Divisão – Vasco
Segunda Divisão – América-MG
Terceira Divisão – Sampaio Correia-MA
Copa do Brasil - Grêmio
1998 Primeira Divisão – Corinthians
Segunda Divisão – Gama-DF
Terceira Divisão – Avaí-SC
Copa do Brasil - Palmeiras
1999 Primeira Divisão – Corinthians
Torneio Seletivo para a Libertadores 2000 – Edição única. Criado pela CBF para apontar o quarto representante brasileiro na Libertadores do ano seguinte, com base na garantia de uma vaga a mais cedida ao país pela Conmebol. Reuniu as equipes eliminadas das segunda, terceira e quarta (semi-finais) fases do Campeonato Brasileiro de 99. O sistema de disputa era como o da Copa do Brasil. As equipes eliminadas no Brasileirão caiam nesse repescagem, que só não contou com Corinthians e Atlético-MG (campeão e vice da primeira divisão). Campeão – Atlético-PR
Segunda Divisão – Goiás
Terceira Divisão – Fluminense
Copa do Brasil - Juventude
2000 Copa João Havelange – Substituiu o Brasileirão no ano 2000. Rebaixado para a segunda divisão em 1999 por um método maluco de descenso, o Gama-DF entrou na justiça contra a CBF. O rebaixamento era definido pela média de pontos dos últimos três anos. Tendo disputado somente uma edição, o Gama requereu a vaga por vias judiciais, o que é proibido pela FIFA. Com o clube de Brasília vencendo o processo, a CBF ficou ameaçada de, em cumprindo a determinação da justiça brasileira, ver a Seleção Brasileira fora da Copa de 2002. Mas se não acatasse a decisão, os diretores da entidade poderiam ser até presos. Assim, a CBF lavou as mãos e passou o pepino para o Clube dos 13, que organizou a competição sem o Gama. Mas o Gama ganhou o direito de jogar qualquer competição nacional considerada de primeira divisão, e acabou incluído. Bom também para Fluminense e Bahia, que estavam na Série B, e acabaram convidados a jogar na elite. Ruim para o Paraná Clube, que teve de jogar numa série inferior à dos grandes clubes. Mas o regulamento previa a classificação de 12 clubes do Módulo Principal (Azul), 3 do Módulo Amarelo (uma segunda divisão disfarçada) e 1 dos Módulos Verde e Branco (a terceira divisão camuflada). Assim ficaram os campeões:
Copa JH – Vasco
Módulo Amarelo – Paraná Clube
Módulos Verde e Branco – Malutrom-PR (atual J. Malucelli)
Copa do Brasil – Cruzeiro
Copa dos Campeões – Reunia os campeões (e alguns vices) dos seguintes torneios regionais: Copa Sul / Sul-Minas, Torneio RJ-SP, Copa Centro Oeste, Copa Norte e Campeonato do Nordeste. Apontava um representante brasileiro na Copa Libertadores do ano seguinte. Campeão – Palmeiras
2001 Série A – Atlético-PR
Série B – PaysanduSérie
C – Etti Jundiaí-SP (atual Paulista)
Copa do Brasil – Grêmio
Copa dos Campeões - Flamengo
2002 Série A – Santos
Série B – Criciúma
Série C – Brasiliense-DF
Copa do Brasil – Corinthians
Copa dos Campeões – Paysandu
2003 Campeonato Brasileiro – Cruzeiro
Série B – Palmeiras
Série C – Ituano-SP
Copa do Brasil - Cruzeiro
2004 Campeonato Brasileiro – Santos
Série B – Brasiliense-DF
Série C – União Barbarense-SP
Copa do Brasil – Santo André-SP
2005 Campeonato Brasileiro – Corinthians
Série B – Grêmio
Série C – Remo
Copa do Brasil – Paulista-SP
2006 Campeonato Brasileiro – São Paulo
Série B – Atlético-MG
Série C – Criciúma
Copa do Brasil – Flamengo
2007 Campeonato Brasileiro – São Paulo
Série B – Não definido
Série C – Não definido
Copa do Brasil – Fluminense
Ufa! Agora faça suas contas e diga quem tem mais títulos nacionais. E dá-lhe polêmica!
por Napoleão de Almeida.
Leia também
Quem é o primeiro penta? Também vou dar meu pitaco
fonte: http://www.interney.net/blogs/deprimeira
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O primeiro fla x flu
1914 - Rio de Janeiro
- flamengo e fluminense disputam o primeiro flaxflu, vence o mengo
Fonte:
Darcy Ribeiro
livro "Aos Trancos e Barrancos - Como o Brasil deu no que deu"
– 2.a edição 1985
- flamengo e fluminense disputam o primeiro flaxflu, vence o mengo
Fonte:
Darcy Ribeiro
livro "Aos Trancos e Barrancos - Como o Brasil deu no que deu"
– 2.a edição 1985
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